Não quero chegar aos 90 anos, morrer e pensar: “eu podia ter tentado”.
Acredite garoto, você pensa que lê e compreende a vida, mas, vai por mim, você não sabe de nada.
Eu te amava, mas nem me lembro dos motivos. Talvez não existisse motivo algum. Talvez não fosse amor. Não importa. Você nunca foi pra mim.
Eu já tive vontade de colocar o pé na estrada. Assim, meio sem rumo. Tirar as coisas do guarda-roupa, colocar de qualquer jeito dentro da mala e ir. Sem destino, sem hora para voltar.
Perguntarão pela tua alma.
A alma que é ternura,
Bondade,
Tristeza,
Amor.
Mas tu mostrarás a curva do teu voo
Livre, por entre os mundos …
E eles compreenderão que a alma pesa.
Que é um segundo corpo.
E mais amargo,
Porque não se pode mostrar,
Porque ninguém pode ver …
Não é fácil explicar. Eu sou assim, meio morto por dentro. Faço as coisas por empolgação e no outro dia, sei lá. Sou dessas pessoas que ficam procurando as canções no rádio até achar um clássico, algo perfeito para aquele horário do dia, aquele semáforo. A música acaba e eu troco de estação.